Dia Mundial Contra o HIV é celebrado com palestra em Pinheiral

Evento aconteceu na Academia da Saúde, onde foram ofertados testes rápidos da doença

Uma data que reforça a solidariedade com as pessoas portadoras do vírus da AIDS e a importância da prevenção, o Dia Mundial de Luta Contra o HIV, celebrado em 1º de dezembro, contou com uma programação especial no município de Pinheiral. A Academia da Saúde do Centro recebeu, nesta manhã, uma palestra sobre ‘Aids, Sífilis e Hepatite’. A ministração foi feita pela coordenadora do Programa de DST, Maria Raquel Rocha, que explicou as causas por vírus, bactérias e outros microrganismos e as diversas formas de transmissão.

Adriane Garcia, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, explica que a incidência de Aids no município ainda é pequena, mas que o aumento do quantitativo de sífilis e hepatite mostra que grande parte das pessoas não estão se prevenindo como devem, o que é alarmante. “Esse aumento pode ocasionar, proporcionalmente, o crescimento no número de pessoas infectadas com o vírus da Aids”.

De acordo com Adriane, o trabalho da Vigilância tem o objetivo de prevenção, informação e, principalmente, divulgação dessas doenças que ocorrem, não só em Pinheiral, mas em todo o mundo. “Hoje é o Dia Mundial de Luta Contra o HIV e nós estamos justamente realizando o que é importante, que é a conscientização”, conta a diretora da Vigilância, lembrando que a Aids, que é a síndrome da imunodeficiência adquirida, é uma doença que, quando detectada precocemente, tem tratamento. “E, quando se fala em Aids, a gente também tem que carrear, junto com ela, as outras doenças sexualmente transmissíveis. Então, a melhor prevenção ainda é a conscientização e, através dela, o uso da camisinha”, alerta. Ela lembra ainda sobre os grupos de risco: homossexuais, pessoas que realizam o uso de entorpecentes e pessoas que não usam proteção.

Segundo Adriane, o atendimento em Pinheiral é feito da seguinte forma: o cidadão vai até uma unidade de saúde onde são ofertados testes rápidos e gratuitos, passa por um pré-aconselhamento, realiza o teste e, dependendo do resultado, faz um pós-aconselhamento. Se o resultado for positivo para HIV, o paciente passará por um atendimento médico e será, posteriormente, encaminhado para o Centro de Referência, em Volta Redonda, para que se iniciem outros exames e o tratamento.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de 112 mil pessoas vivem com HIV e não sabem. A estimativa foi divulgada no último dia 30 e também aponta que a doença avança em todas as faixas no público masculino jovem. Entre a faixa etária de 20 a 24 anos, a taxa de detecção do vírus dobrou entre 2005 e 2015, passando de 16,2 casos por 100 mil habitantes para 33,1 casos por 100 mil.

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