Volta Redonda mantém vacina contra a Covid-19 para adolescentes

Nesta sexta-feira, dia 17, adolescentes de 15 anos ou mais podem se vacinar em qualquer Unidade de Saúde, oito locais seguem com horário estendido para atendimento

A Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informa que, até o momento, está mantida a vacinação contra a Covid-19 para adolescentes (sem comorbidades). A decisão foi tomada nessa quinta-feira e confirmada nesta sexta, dia 17, após manifestação oficial da agência técnica: Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e dos conselhos de Saúde: Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde); Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) e Cosems (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro).

Nesta sexta-feira, dia 17, a imunização de primeira dose para adolescentes de 15 anos ou mais continua em todas as 46 Unidades de Saúde. Também podem se vacinar adolescentes como comorbidades de 12 a 14 anos. As unidades dos bairros: 249, São João, Vila Mury e Volta Grande funcionarão até as 21 horas – esses locais também são polos de acolhimento a casos suspeitos da Covid-19. Também funcionarão em escala estendida, até as 18h30, as unidades situadas nos bairros: Siderlândia, Vila Rica/Tiradentes, São Geraldo e Santo Agostinho.

No Brasil, até o momento, a única vacina licenciada pela Anvisa para uso em adolescentes maiores de 12 anos de idade é a produzida pelo laboratório Pfizer/BioNTech. O coordenador da Vigilância em Saúde de Volta Redonda, Carlos Vasconcellos, citou a importância da vacinação para todos no controle da pandemia.
“A secretaria municipal de Saúde vai seguir com a vacinação para adolescentes em geral devido ao respaldo científico que demonstrou eficácia na imunização desse público. A vacina Pfizer foi liberada após ensaios clínicos com bons resultados e, por isso, até o momento seguiremos com a vacinação, sendo a metodologia mais eficaz no controle da pandemia”, disse.
Os conselhos, por sua vez, lamentaram às recentes decisões do Ministério da Saúde da suspensão da vacinação para adolescentes e declararam que “ao implementar unilateralmente decisões sem respaldo técnico e científico, coloca-se em risco a principal ação de controle da pandemia. Apesar de a vacinação ter levado a uma significativa redução de casos e óbitos, o Brasil ainda apresenta situação epidemiológica distante do que pode ser considerado como confortável, em razão do surgimento de novas variantes”.

Nessa quinta-feira, dia 16, o ministério passou a recomendar aos estados e municípios à vacinação contra a Covid-19 apenas em adolescentes, entre 12 e 17 anos, que tenham algum tipo de deficiência permanente, comorbidades e os privados de liberdade. Em nota, o Ministério da Saúde declarou que “os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos”, diz.

A Sociedade Brasileira de Pediatria também se manifestou em nota a favor da vacinação, o conselho científico ressalta que: “crianças e adolescentes não estão isentos da ocorrência de formas graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) temporalmente associada à Covid-19, que podem ser importantes causas de morbimortalidade nesta população”.

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