Atos de vandalismo geram prejuízos em Volta Redonda

Atos de vandalismo praticados contra o patrimônio público têm gerado prejuízos e transtornos à população de Volta Redonda. Somente neste ano, a prefeitura já gastou mais de R$ 55 mil somente com pequenos reparos. Além da questão financeira, o furto de fiação de energia, por exemplo, afeta serviços como os abastecimentos de água e de luz.

Um dos últimos ocorridos afetou a população do Jardim Cidade do Aço, que ficou sem água no último mês por causa do furto de cabos. Nesse caso, a reposição de material e a mão de obra ficam muito mais caros.

De acordo com levantamento do Departamento de Iluminação Pública da Prefeitura de Volta Redonda, em 2021, o furto de cabos do sistema elétrico causou um prejuízo de R$ 24 mil ao governo municipal. Com esse valor, mais de 500 novas lâmpadas poderiam ter sido trocadas. O crime, com pena de dois a oito anos de prisão, aconteceu em trechos da Radial Leste, no Santo Agostinho e na Ponte Dr. Murilo César dos Santos, que liga os bairros Aterrado e Niterói.

A Avenida Almirante Adalberto Nunes de Barros, a Beira-Rio, que recebeu recentemente a nova iluminação de lâmpadas de LED, também sofre com a ação de vândalos. Furto, depredação de fontes das praças, luminárias e cabos dos sistemas de abastecimento de água e energia, além da pichação – também considerada crime ambiental, com detenção de três meses a um ano – são alguns dos atos de vandalismo praticados.

Outro local que tem sido alvo constante de vândalos é a Policlínica da Cidadania. As torneiras dos banheiros públicos têm sido furtadas. Somente este ano, foram quatro ocorrências.

“Cada torneira dessa custa aproximadamente R$ 189. Então, nós já gastamos quase R$ 800 só com torneira este ano. Essas pessoas se valem de que não podemos ter uma fiscalização dentro do banheiro e as torneiras são de boa qualidade”, lamentou o administrador da Policlínica da Cidadania, Milton Alves de Faria.

A Secretaria Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana (SMTU) também tem um gasto por furto de materiais provisórios, principalmente cones. Os objetos, usados para sinalização de obras e intervenções no trânsito, costumam ser levados e precisam ser repostos anualmente.

“Cada cone custa em torno de R$ 80. Então é um gasto que temos por ano, às vezes, até em menor tempo, devido ao furto desses materiais provisórios”, disse o secretário da pasta, Paulo Barenco, citando que a depredação e o mau uso de banheiros públicos da Rodoviária Prefeito Francisco Torres, no Laranjal, também causam prejuízos para a administração municipal.

Gastos com limpeza e manutenção
A depredação ao meio ambiente é outro problema que o governo municipal vem enfrentando. O descarte irregular de lixo também vem onerando os cofres públicos, como apontou o secretário municipal de Infraestrutura, Jerônimo Telles. Segundo ele, as equipes estão nas ruas desde o início do ano, recolhendo entulho, realizando a manutenção e limpando a cidade, e mesmo após o serviço ter sido feito, os locais costumam receber mais entulho e lixo.

“Entulho é sem discriminação de bairro. Temos todos os bairros com despejo em via pública; do Laranjal ao Açude; do Belmonte a Caieiras. Muitas das vezes temos que voltar a lugares que já limpamos, então isso acaba onerando os cofres públicos. A gente gasta com caminhão, combustível, com equipe. Em alguns lugares, fazemos a limpeza e dois dias depois está tudo sujo novamente. Nosso trabalho acaba sendo o de ‘enxugar gelo’. Não há distinção de classe social. Entulho hoje é uma praga, talvez mais até que o mosquito da dengue. A população tem que colaborar”, desabafou.

Denúncias
Para coibir essas práticas, a Guarda Municipal de Volta Redonda (GMVR) realiza patrulhamentos diários. Câmeras de monitoramento também ajudam a flagrar e punir os vândalos.

A população pode contribuir para que crimes como esses não sejam concretizados. Denúncias podem ser feitas à GMVR, através do número 153, e o 190 da Polícia Militar.

Imagem captada por câmeras de monitoramento no bairro Brasilândia

Nathália Azevedo

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