Sindicato dos Engenheiros alerta para a falta de metas no PPR dos trabalhadores da CSN


O Programa de Participação nos Resultados (PPR) foi criado como forma de incentivo aos trabalhadores, conforme o crescimento no lucro apurado pelas empresas. A matemática é simples: a bonificação é paga a partir do cumprimento de metas previamente estabelecidas.


Os acordos geralmente são intermediados por representantes das classes. Em Volta Redonda, no caso dos metalúrgicos, a entidade é o Sindicato dos Metalúrgicos, o SindMetal. Dos Engenheiros, a conversa passa pelo Senge-VR. Ambos têm em comum o fato de terem a missão de sentar à mesa com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).


Liderada pelo empresário Benjamin Steinbruch, a empresa é reconhecida pelo jogo duro na hora de negociar. Este ano, a situação não é diferente. O Senge-VR alega que encaminhou diversos ofícios ao departamento de Recursos Humanos solicitando a abertura de negociação sobre metas e critérios para a PPR de 2023. Até o momento sem nenhuma resposta.


“Queremos que a negociação aconteça e que sejam definidas as metas o quanto antes, pois funciona da seguinte forma: as metas de 2022 têm que ser determinadas este ano para que sejam cumpridas no próximo. E em 2023 os funcionários possam receber conforme a apuração. Se isso não for feito pode acontecer, novamente, de os trabalhadores receberem apenas uma bonificação, que pode ficar aquém do PPR e segundo o que a empresa decidir”, explicou o presidente do Senge, Fernando Jogaib.


Em boletim recentemente, a entidade alertou para a falta de diálogo com a empresa sobre a discussão de um acordo. “Os engenheiros e engenheiras da CSN já chegaram a receber cinco salários de PPR em apenas um ano, os últimos acordos foram de dois salários, mas com a pandemia a empresa trocou por uma bonificação que, junto com o acordo coletivo, acabou sendo aprovada pelos trabalhadores, mesmo com a orientação do Sindicato para que fosse recusada”, lembrou Jogaib.


Outra movimentação do Senge-VR foi na tentativa de reabrir negociação da cláusula financeira do último acordo coletivo, que tem validade de dois anos. Segundo a entidade, a revisão dos índices seria necessária em função dos resultados apresentados pela CSN, mesmo diante da pandemia.


“Na época da discussão do acordo, estávamos todos no escuro em relação ao que estava por vir e o impacto disso. Tanto que solicitamos à empresa que colocasse no acordo a possibilidade de rediscussão das cláusulas financeiras. Com a aprovação pelos trabalhadores, a CSN não quis retornar a negociação, mesmo apresentando lucro extraordinário e que superou toda expectativa. Este ano, junto com outros sindicatos, fizemos uma campanha para que conseguíssemos essa revisão, inclusive notificamos o Ministério Público do Trabalho (MPT), mas a empresa se negou”, ressalta a direção do Senge.

Nathália Azevedo

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