Projetos do bem: Crise não afetou as ações sociais no último ano

22/1/2017

 

A crise financeira que assolou o Brasil em 2016 não foi uma barreira para àqueles que gostam de ajudar o próximo. Mesmo com a queda no número de voluntários ativos, os projetos sociais continuam promovendo suas atividades normalmente, alguns deles, inclusive, realizaram várias ações de Natal. Em Volta Redonda, Pinheiral e Barra Mansa, há muitas entidades sem fins lucrativos, como os Doutores de Esperança, Orar em Ação, Estive Aqui, Amigos Palhaços, DoloRindo, Meninas de Lenço, Corrente do Bem, Troca-Troca do Bem, entre outras.

 

Os “Doutores de Esperança” visitam semanalmente unidades de saúde e asilos de algumas cidades da região Sul Fluminense, promovendo a humanização hospitalar. De acordo com o presidente do grupo, Eduardo Naves, mesmo com algumas dificuldades que surgiram, os voluntários conseguiram honrar com seus compromissos. “Alguns filantropos se afastaram esse ano por questões pessoais. Não acredito que isso seja reflexo de uma crise financeira, até porque as pessoas que fazem esse tipo de trabalho não fazem por dinheiro e sim por amor”, disse, ainda destacando que no início de 2017 será realizado um curso de capacitação para ingressar na trupe.

 

Atualmente, o projeto “Orar em Ação” está fazendo um trabalho no Residencial Ingá, localizado no bairro Santa Cruz, em Volta Redonda. No local, acontecem oficinas, como, por exemplo, de música, dança, leitura e futebol, além de ajudar as famílias da comunidade. Os voluntários também fazem visitas em hospitais do município, fantasiados de princesas e super-heróis, transformando os corredores das unidades médicas em um mundo encantado. “Nos propusemos a fazer uma caravana de Natal e chegamos a pensar que não iríamos conseguir arrecadar todos os itens, por ser muita coisa e também por causa da crise. Só que, entre brinquedos novos, panetones e livros, arrecadamos mais de mil doações”, contou o voluntário Pedro Borges, ressaltando que neste ano os filantropos querem visitar asilos também.

 

O trabalho do “Estive Aqui” é de arrecadar lenços para serem doados a pacientes em tratamento oncológico, visitar hospitais e pacientes em suas residências, desenvolver oficinas de automaquiagem para corrigir as marcas do tratamento e ensinar formas de amarrações de lenços e turbantes. Para o idealizador do projeto, Uesllen Francisco, quando se tem o desejo e o anseio em ajudar o próximo, não se pode esperar de braços cruzados. É necessário arrumar meios para contornar esses obstáculos. “As pessoas quando querem ajudar, elas ajudam. Independente da crise, os corações das pessoas não mudaram. A expectativa para o Estive Aqui em 2017 é conseguir superar as marcas dos outros anos em visitações, levando carinho e um pouco de conforto aos pacientes”, concluiu. 

 

Foto: Lívia Andrade 

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