Operação da PF tem mandados contra Picciani, Paulo Melo e Albertassi

14/11/2017

 

 

Foi desencadeada na manhã desta terça-feira (14) a operação “Cadeia Velha” onde a Polícia Federal cumpre mandados de prisão contra Felipe Picciani, filho do presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Jorge Picciani, além de assessores de Picciani e do deputado Paulo Melo, ex-presidente da Alerj. A PF também cumpre mandados de busca e apreensão nos gabinetes da presidência da Alerj e de Picciani e dos deputados Paulo Melo e Edson Albertassi. Os procuradores da Procuradoria Regional da República da 2ª. Região vão pedir a prisão dos parlamentares. Essa é a operação mais importante contra a corrupção no Rio de Janeiro desde a que levou a prisão do ex-governador Sérgio Cabral, no ano passado.

 

Na acusação dos procuradores, deputados estaduais, empresários e intermediários são acusados de manter uma caixinha de propina destinada à compra de decisões na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para o setor de transportes. Segundo os investigadores, o esquema teria começado nos anos 1990, por Cabral, e hoje seria comandado pelo presidente da Casa, deputado Jorge Picciani, por seu antecessor, deputado Paulo Melo, e pelo líder do governo Edson Albertassi, ambos do PMDB.

 

Constam também na lista de presos os principais nomes da cúpula da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor), Lélis Teixeira (presidente), José Carlos Lavouras e Jacob Barata Filho.

 

Segundo as investigações, o funcionamento da "caixinha da Fetranspor", como ficou conhecido o esquema de propina, os pagamentos efetuados pelo sistema Fetranspor serviam para garantir benefícios relacionados a linhas de ônibus, aumento de tarifas, isenções fiscais e outros interesses do setor que passavam pela Alerj. Cerca de 8 mil e-mails interceptados nas quebras de sigilos dos envolvidos ajudaram a revelar a rede de relações entre empresários, parlamentares e assessores, incluindo até nomeações de juízes.

 

O nome da operação faz uma referência aos primórdios do prédio que dá lugar ao Palácio Tiradentes (onde funciona a Alerj) onde, por volta da década de 1630, funcionava uma prisão em seu piso inferior, apelidada na época de ‘Cadeia Velha’, para onde eram enviados criminosos, prostitutas e escravos que se rebelavam contra as leis da Coroa Imperial.

 

 

Nomeação de Albertassi para o TCE é contestada


Ontem à tarde o presidente da Alerj Jorge Picciani havia anunciado que a votação que aconteceria hoje (14) da indicação do deputado Edson Albertassi para ocupar uma das vagas do Conselho do Tribunal de Contas do Estado (TCE RJ), foi adiada em função de uma contestação proposta pela Associação Nacional de Ministros e Conselheiros Substitutos dos Tribunais de Contas (Audicon). Uma decisão da desembargadora Maria Inês de Penha Gaspar, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, deu prazo de 72 horas para que Piciani, o governador Luiz Fernando Pezão e a presidente do TCE, Mariana Montebello Willeman, prestem esclarecimentos sobre a nomeação do deputado como conselheiro do órgão.

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