Professores da rede municipal farão meia paralisação na quarta em Volta Redonda

23/4/2018

 

 

A rede municipal de educação de Volta Redonda realizará no próximo dia 25, quarta-feira, uma meia paralisação nos três turnos. Ou seja, todos os profissionais envolvidos com a escola deverão trabalhar apenas meio período. A decisão foi tomada em assembleia no último dia 5 de abril, no auditório do Instituto de Educação Professor Manuel Marinho. Neste mesmo dia, os presentes decretaram Estado de Greve.

 

A categoria tomou a decisão de cruzar os braços por meio período em protesto à letargia na qual se encontra o governo municipal com relação à assuntos envolvendo a Educação, como, por exemplo, o pagamento do Plano de Cargos Carreiras e Salários, a Ajuda Financeira para estudantes do Ensino Superior, Auxílio Alimentação, pagamento do Piso Salarial Nacional e o cumprimento da Lei que garante um terço da carga horária do professor para planejamento. Todos são benefícios previstos em lei, mas que o governo não tem garantido.

 

“Chegamos em um ponto em que é preciso reagir. O governo sinaliza que tem a intenção de garantir nossos direitos desde o ano passado. Mas, na prática, não fez nada. Ao contrário, retirou direitos com a mudança da cesta básica para Auxílio Alimentação. O prefeito prometera estender o benefício aos profissionais com duas matrículas e não o fez até hoje. Também nos preocupa as modificações na ajuda financeira, inviabilizando ou prejudicando a manutenção do estudo do professor. Também estamos em movimento pelo pagamento do Plano de Carreira, afinal de contas, de acordo com a proposta de ‘rateio’ que fizemos ao Samuca, que ele aceitou, não é necessário nenhuma determinação judicial ou o término dos cálculos do perito para aplicá-la”, explicou Raul dos Santos, coordenador geral do Sepe.

 

Aos pais, o Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe) escreveu uma carta explicando os motivos da meia paralisação. No texto, o órgão explica que além das perdas salariais, que se acumulam por décadas, a estrutura pedagógica está comprometida. “Há carência de professores, auxiliares e funcionários da limpeza, insuficiência de materiais pedagógicos e escolas precisando urgentemente de reforma”, diz a carta.

 

No período em que os professores estiverem paralisados de manhã, deverão se encontrar na Praça da Prefeitura, a partir das 9 horas para um ato político onde uma comissão, com um representante de cada setor será formada e esta será recebida pela equipe de governo. Na parte da tarde, às 15 horas haverá uma assembleia na Câmara através da qual a categoria definirá se entraram efetivamente em greve ou não. Quem trabalha a noite e puder, deve participar de uma das movimentações durante o dia.

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