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Polícia investiga possível ação criminosa em incêndio que destruiu depósito em Volta Redonda

A Polícia Civil está analisando imagens de câmeras de segurança que podem ajudar a esclarecer as causas do incêndio que destruiu um depósito de pneus na Avenida Beira-Rio, em Volta Redonda, na noite de quarta-feira (24). As gravações levantam a suspeita de que o fogo possa ter sido provocado de forma criminosa.

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De acordo com as imagens, um homem vestindo uma blusa branca foi visto por volta das 20h56 caminhando em direção ao galpão carregando um recipiente semelhante aos utilizados para armazenar combustível. Ele entra no imóvel e, cerca de oito minutos depois, deixa o local rapidamente, sem o objeto, seguindo em direção à Avenida Amazonas, no bairro Vila Mury.

Poucos minutos depois, por volta das 21h07, o mesmo homem volta a ser registrado pelas câmeras caminhando novamente em direção ao depósito, desta vez fumando. Após esse momento, ele não aparece mais nas imagens. Cerca de 20 minutos depois, equipes do Corpo de Bombeiros já atuavam no combate às chamas.

As investigações também apuram a possibilidade de o suspeito ter adquirido combustível em um posto localizado nas proximidades do galpão antes do incêndio. A eventual relação entre essa movimentação e o início do fogo será analisada pela Polícia Civil.

O incêndio mobilizou o Corpo de Bombeiros por mais de 20 horas e atingiu grandes proporções. As chamas ultrapassaram oito metros de altura, provocaram a explosão de um transformador e se espalharam para um galpão vizinho.

Uma residência próxima também foi atingida pelo fogo. Um casal de idosos, de 83 e 78 anos, que morava no imóvel, conseguiu deixar o local com a ajuda de vizinhos antes que as chamas alcançassem a casa.

Além dos danos materiais, a ocorrência causou impactos no trânsito da região e interrompeu temporariamente o fornecimento de energia elétrica e de serviços de internet. Equipes da Defesa Civil, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Light e de empresas de telecomunicações também participaram da operação de atendimento.

A Polícia Civil segue investigando o caso para determinar as causas do incêndio e identificar eventual responsabilidade criminal.

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