{"id":15252,"date":"2025-02-26T19:53:00","date_gmt":"2025-02-26T22:53:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/?p=15252"},"modified":"2025-02-26T15:00:08","modified_gmt":"2025-02-26T18:00:08","slug":"grande-rio-quer-ganhar-publico-do-sambodromo-com-encantarias-do-para","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/2025\/02\/26\/grande-rio-quer-ganhar-publico-do-sambodromo-com-encantarias-do-para\/","title":{"rendered":"Grande Rio quer ganhar p\u00fablico do Samb\u00f3dromo com encantarias do Par\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img alt=\"\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"613\" src=\"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/GRANDE-RIO-1024x613.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15255\" style=\"width:628px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/GRANDE-RIO-1024x613.jpg 1024w, https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/GRANDE-RIO-300x179.jpg 300w, https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/GRANDE-RIO-768x459.jpg 768w, https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/GRANDE-RIO.jpg 1170w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria que a escola de samba Acad\u00eamicos do Grande Rio vai mostrar este ano, na Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed, foi transmitida de gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o nos terreiros de tambor de Mina&nbsp;da Amaz\u00f4nia paraense. Tudo come\u00e7a com a chegada de tr\u00eas princesas turcas \u00e0 Amaz\u00f4nia, em busca de cura.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1631602&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1631602&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 uma hist\u00f3ria de matriz oral que narra a saga de tr\u00eas princesas turcas que se encantaram em alto mar, atravessaram o espelho do encante, n\u00e3o experienciaram a morte e se tornaram entidades encantadas. Elas aportam em territ\u00f3rio brasileiro e se &#8216;<em>ajuremam<\/em>&#8216;&nbsp;no cora\u00e7\u00e3o da floresta, ou seja, experienciam os ritos da Jurema Sagrada [religi\u00e3o que mistura elementos&nbsp;afros e ind\u00edgenas], transformando-se&nbsp;em animais de poder\u201d, disse o carnavalesco Leonardo Bora, em entrevista \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>,.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/vLTNB2zmw1z-6fmhPZTZD035bvE=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/02\/24\/snapinsta.app_472072588_18479180017023602_150896404104305176_n_1080.jpg?itok=whu-93CW\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 24\/02\/2025 - Carnavalesco da escola de samba Grande Rio, Leonardo Bora. Foto: leonardo.bora\/Instagram\" title=\"leonardo.bora\/Instagram\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">&#8220;\u00c9 uma hist\u00f3ria ainda n\u00e3o contada no Grupo Especial do Rio de Janeiro, diz Leonardo Bora, carnavalesco da Grande Rio,: . Foto:&nbsp;&nbsp;<strong>leonardo.bora\/Instagram<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Junto com Gabriel Haddad, mais uma vez&nbsp;\u00e0 frente da escola verde, branco e vermelho, de&nbsp;Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Bora falou sobre a import\u00e2ncia das princesas no enredo&nbsp;<em>Pororocas Parawaras: as \u00e1guas dos meus encantos nas contas dos curimb\u00f3s,&nbsp;<\/em>tema da escola neste&nbsp;ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAs princesas&nbsp; s\u00e3o as protagonistas da Mina paraense. S\u00e3o as entidades mais queridas do Tambor de Mina do Par\u00e1 e celebradas, reverenciadas pelos carimb\u00f3s.S\u00e3o as protagonistas da Mina paraense. as entidades mais queridas do Tambor de Mina do Par\u00e1, celebradas e&nbsp;reverenciadas pelos carimb\u00f3s. Por mestres como Dona Onete, cuja m\u00fasica&nbsp;<em>Quatro Contas&nbsp;<\/em>\u00e9 a espinha do enredo, o que conduz poeticamente a nossa narrativa, j\u00e1 que nessa composi\u00e7\u00e3o, Dona Onete sa\u00fada as tr\u00eas belas turcas como suas protetoras e tamb\u00e9m a cabocla Jurema\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como nos \u00faltimos anos, a escola apresenta&nbsp;um tema de importante discuss\u00e3o, mas nem t\u00e3o conhecido. \u201cO carnaval carioca sempre teve esse compromisso, a tradi\u00e7\u00e3o de apresentar ao grande p\u00fablico e ao mundo hist\u00f3rias do nosso povo, da pluralidade brasileira, da diversidade socio cultural brasileira. Eu e o Gabriel entendemos que estamos nessa trajet\u00f3ria. Sempre que escolhemos um enredo, procuramos um enfoque diferenciado, um recorte espec\u00edfico, entendendo \u00e0&nbsp;pot\u00eancia disso e \u00e0&nbsp;import\u00e2ncia do enredo, a reverbera\u00e7\u00e3o que ele pode ter e o acesso a diferentes p\u00fablicos , explicou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bora acrescentou que o processo de constru\u00e7\u00e3o do enredo para 2025 &#8211;&nbsp;<em>Pororocas Parawaras: as \u00e1guas dos meus encantos nas contas dos curimb\u00f3s &#8211;<\/em>&nbsp;segue um pouco essa ideia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 uma hist\u00f3ria ainda n\u00e3o contada no Grupo Especial do Rio de Janeiro. Uma hist\u00f3ria muito presente nos terreiros da Mina Paraense, que \u00e9 um complexo religioso fascinante, uma mistura de religi\u00f5es de matriz africana com religi\u00f5es dos povos origin\u00e1rios brasileiros, ind\u00edgenas. Ent\u00e3o, \u00e9 um enredo de muita mistura. A pr\u00f3pria ideia de pororoca j\u00e1 \u00e9 isso. A pororoca \u00e9 o encontro das \u00e1guas dos rios da Amaz\u00f4nia com as \u00e1guas salgadas do oceano. O enredo todo \u00e9 baseado nessa ideia de mistura, de hibrida\u00e7\u00e3o e \u00e9 isso, com esse esp\u00edrito que a Grande Rio vai navegar bastante na Sapuca\u00ed.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Enredo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O enredo \u00e9 dividido em cinco setores. O primeiro, que \u00e9 a abertura do desfile, come\u00e7a em meia viagem, j\u00e1 no oceano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 o processo de encantamento das princesas, o&nbsp;atravessamento do espelho do encante. A travessia encantada como o samba de enredo canta. O segundo setor \u00e9 a chegada da energia ao Brasil. A gente canta a ideia de barreira do mar, como a pr\u00f3pria Dona Onete menciona em Quatro Contas, que \u00e9 o encontro das \u00e1guas da Amaz\u00f4nia com as \u00e1guas oce\u00e2nicas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As princesas s\u00e3o saudadas como as pororocas, porque elas protegem a floresta. As pororocas s\u00e3o as ondas gigantes que quebravam&nbsp;as embarca\u00e7\u00f5es dos invasores. &#8220;Neste setor, a gente mostra o encontro dessa energia com a energia das civiliza\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias que habitaram o solo parawara, como a civiliza\u00e7\u00e3o marajoara. A for\u00e7a que vem do barro e brota da argila que tamb\u00e9m \u00e9 \u00e1gua. O samba canta&nbsp;<em>Quem \u00e9 de barro, no igap\u00f3, \u00e9 Caruana<\/em>. \u00c9 isso que o segundo setor mostra\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao entrar no cora\u00e7\u00e3o da floresta, o terceiro setor vai mostrar a aproxima\u00e7\u00e3o das princesas com a cultura da Jurema Sagrada e a conex\u00e3o delas com outros seres encantados e&nbsp;fant\u00e1sticos&nbsp;que habitam o imagin\u00e1rio ribeirinho das matas da Amaz\u00f4nia. \u201c\u00c9 o setor do boto, boiuna, entidades que tamb\u00e9m s\u00e3o saudadas no nosso samba de enredo e na transforma\u00e7\u00e3o das princesas em animais de poder: a arara cantadeira, a on\u00e7a, a jiboia e a borboleta azul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No quarto setor, a escola vai mostrar a forma\u00e7\u00e3o da Mina Paraense, um complexo religioso, segundo o carnavalesco, que une influ\u00eancias religiosas muito diversas. \u201c\u00c9 o setor que a gente sa\u00fada no refr\u00e3o de cabe\u00e7a do samba: \u00c9 for\u00e7a de Caboclo, Vodun e Orix\u00e1. A gente utilizou bastante para a concep\u00e7\u00e3o&nbsp;os di\u00e1logos do tambor de Mina Dois Irm\u00e3os, que \u00e9 o mais antigo do Par\u00e1, localizado em Bel\u00e9m\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A&nbsp;Grande Rio vai encerrar o desfile&nbsp;mostrando como a hist\u00f3ria se transforma em carimb\u00f3. \u201cContamos&nbsp;o destino das princesas, celebramos os curimb\u00f3s, que s\u00e3o os tambores que d\u00e3o ritmo ao carimb\u00f3. No&nbsp;nosso entendimento, eles s\u00e3o a voz dos encantados guiados pela melodia de&nbsp;<em>Quatro Contas<\/em>., essa mistura de doutrina de santo com o carimb\u00f3 da dona Onete. Vamos mostrar como mestres e mestras sa\u00fadam esse imagin\u00e1rio com uma grande festa, um banho de cheiro, um grande carnaval sobre as \u00e1guas da Amaz\u00f4nia, \u00e1guas de Nazar\u00e9 como Dona Onete canta\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Princesas turcas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bora afirma&nbsp;que, para a dupla de carnavalescos, \u00e9 muito importante que alma e&nbsp;esp\u00edrito do enredo sejam entendidos. Por isso, comemorou o envolvimento de pessoas que conhecem e defendem essa cultura.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 um enredo em cujo processo a gente conseguiu agregar os atores sociais profundamente envolvidos com esse imagin\u00e1rio e talvez n\u00e3o seja um imagin\u00e1rio t\u00e3o conhecido do p\u00fablico do carnaval carioca. As religi\u00f5es de matrizes africanas da Amaz\u00f4nia foram pouqu\u00edssimas vezes mencionadas pelas escolas de samba. \u00c9 um imagin\u00e1rio distante da gente, no entanto, \u00e9 o cotidiano das popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas, de todo mundo que admira essas hist\u00f3rias, essas narrativas da Mina em um estado t\u00e3o m\u00faltiplo como o Par\u00e1\u201d, disse.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as pessoas que ajudaram, est\u00e3o as artistas que v\u00e3o representar as tr\u00eas princesas turcas na avenida. \u201cProcurmos&nbsp;agregar ao m\u00e1ximo atores sociais,&nbsp;ao longo dos processo de pesquisa, muito baseados na escuta.&nbsp;Pessoas como a Faf\u00e1 de Bel\u00e9m, a Dira Paes&nbsp;e a cantora&nbsp;Naieme s\u00e3o artistas que cantam os imagin\u00e1rios amaz\u00f4nicos, que levam isso para o mundo todo, que trabalham com essas narrativas de diferentes formas. A Rafa Bqueer, pesquisadora tamb\u00e9m convidada, nos auxiliou bastante durante o processo de constru\u00e7\u00e3o de narrativa deste enredo. Ela \u00e9&nbsp;uma artista paraense que, de sa\u00edda, conhece muito bem esse vocabul\u00e1rio, que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3&nbsp;de palavras, mas de sentidos de viv\u00eancia bem expresso no samba\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Princesas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No desfile da Grande Rio, cantora Faf\u00e1 de Bel\u00e9m vai representar&nbsp;a princesa Mariana,&nbsp;a mais velha das tr\u00eas princesas, que se apresenta na figura da arara cantadeira. A princesa Herondina, que \u00e9 a do meio, e simboliza a on\u00e7a, ter\u00e1 na avenida a atua\u00e7\u00e3o da atriz Dira Paes. A terceira, mais nova, Jarina, representada pela jib\u00f3ia e pela borboleta,&nbsp;ser\u00e1 a cantora Naieme.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Faf\u00e1, que sempre divulga e defende a cultura paraense, adorou o convite. \u201cRecebi com muita alegria, porque \u00e9 uma lenda que nos acompanha desde a inf\u00e2ncia\u201d, disse a cantora \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela afirmou que \u00e9 comum, no seu estado, as mulheres se identificarem com as princesas. \u201cTodas n\u00f3s mulheres paraenses temos uma alian\u00e7a muito forte com as tr\u00eas princesas. \u00c9 uma coisa dos nossos tambores, porque \u00e9 desse povo da encantaria;&nbsp;n\u00e3o \u00e9 nem macumba,&nbsp;nem candombl\u00e9\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A satisfa\u00e7\u00e3o com o convite foi maior quando soube que representaria Mariana. \u201cFiquei muito feliz, ainda mais, de vir como a cabocla Mariana, que \u00e9 uma refer\u00eancia muito forte na minha vida, assim como todas as outras entidades femininas com as quais me identifico. A cabocla Mariana \u00e9 tipo minha parceira\u00e7a\u201d, disse&nbsp;sorrindo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Samba<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para contar a hist\u00f3ria, Leonardo Bora est\u00e1 confiante no samba escolhido para este ano. \u201c\u00c9 um samba muito especial, composto por uma parceria ligada a uma escola de samba de Bel\u00e9m, a Deixa Falar. Entre os compositores tem um mestre de carimb\u00f3, o Mestre Damaceno. Achei muito bonito a Faf\u00e1 estar&nbsp;encantada com o processo, que \u00e9 a palavra que a gente mais usa. A gente quer que seja um desfile encantado, estamos falando de encantaria. O que esperamos \u00e9 que a Grande Rio encante a avenida, que todo mundo mergulhe nessas \u00e1guas encantadas, assim como a Faf\u00e1 j\u00e1 mergulhou.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O carnavalsco&nbsp;destacou que Dona Onete \u00e9 uma artista que tamb\u00e9m canta muito esses imagin\u00e1rios, assim como o mestre Verequete, outro nome fundamental quando se pensa no complexo cultural do carimb\u00f3. \u201cCantou esse imagin\u00e1rio, o nome dele \u00e9 o nome de um vodum, \u00e9 quem re\u00fane a cantaria segundo a tradi\u00e7\u00e3o do tambor de mina\u201d, relatou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se tudo isso vai levar \u00e0 conquista de mais um t\u00edtulo como o de 2022 com o enredo&nbsp;<em>Fala, Majet\u00e9! Sete Chaves de Exu<\/em>, a depender do esfor\u00e7o que foi feito no barrac\u00e3o essa possibilidade \u00e9 forte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSempre trabalhamos esperando o melhor, e nenhum artista vai falar que n\u00e3o deseja que sua escola, que seu trabalho seja campe\u00e3o. Afinal, \u00e9 uma competi\u00e7\u00e3o, e n\u00f3s trabalhamos para isso. Esperamos excelente resultado, mais do que tudo ,fazer desfiles definitivos, que marquem de alguma forma a mem\u00f3ria desse coro coletivo, que representa uma cidade inteira, t\u00e3o apaixonada, t\u00e3o aguerrida, que \u00e9 a cidade de Duque de Caxias. A comunidade da tricolor, que est\u00e1 sedenta por esta vit\u00f3ria, deseja muito alcan\u00e7ar a segunda estrela, a primeira foi conquistada em 2022, que saudou Exu, essa energia t\u00e3o m\u00faltipla, a for\u00e7a que arrebatou a avenida.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">COP<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fato da escola fazer um desfile com este enredo, justamente no ano da realiza\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, a COP 30,&nbsp;no Par\u00e1, faz sentido para o carnavalesco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 importante para a gente pensar nas quest\u00f5es planet\u00e1rias, isso passa pela valoriza\u00e7\u00e3o das comunidades tradicionais, dos saberes de matriz oral e, no caso espec\u00edfico do nosso trabalho, meu e do Gabriel, \u00e9 uma continuada. A gente felizmente vem conseguindo dar continuidade a um pensamento maior, a uma linha de racioc\u00ednio que vem se desdobrando os enredos que sempre olham para diferentes territ\u00f3rios.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cantora Naieme, que ser\u00e1 uma das princesas no enredo, e ficou extremamente feliz de ver sua cultura ser valorizada, destacou a import\u00e2ncia do enredo em ano de Cop 30, em Bel\u00e9m, quando os olhos do mundo se voltam&nbsp;para a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTrazer essa narrativa m\u00e1gica para&nbsp;o carnaval do Rio de Janeiro, de forma l\u00fadica e riqu\u00edssima, para a Marques de Sapuca\u00ed, a mensagem que fica de li\u00e7\u00e3o \u00e9:&nbsp;&#8216;Sim, n\u00f3s podemos! Sim, que essa mensagem de preserva\u00e7\u00e3o, valoriza\u00e7\u00e3o da floresta em p\u00e9, da manuten\u00e7\u00e3o da cultura e da vida de mestres e mestras, da valoriza\u00e7\u00e3o e perpetua\u00e7\u00e3o dos saberes ancestrais sejam mantidos por gera\u00e7\u00f5es, que possamos, atrav\u00e9s desse enredo, ensinar educar, informar&nbsp;ao nosso povo brasileiro a import\u00e2ncia de conhecermos e valorizarmos as manifesta\u00e7\u00f5es culturais do nosso pa\u00eds\u201d, disse \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA Amaz\u00f4nia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um grande manto verde.&nbsp;Embaixo do verde h\u00e1 pessoas, suas hist\u00f3rias, suas mazelas, suas tradi\u00e7\u00f5es. A Amaz\u00f4nia \u00e9 uma mulher que pariu seus filhos e filhas, suas cren\u00e7as, hist\u00f3rias, viv\u00eancias, que tem a sua pr\u00f3pria espiritualidade, seu jeito de fazer cultura, m\u00fasica, dan\u00e7a, comida, tudo isso \u00e9 muito importante de ser difundido. Estou feliz da vida de poder ver e viver esse momento\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Naieme recordou que a cultura paraense j\u00e1 foi mostrada por outras escolas em desfiles bem sucedidos. \u201cNossa cultura j\u00e1 esteve na avenida outras vezes sendo campe\u00e3, temos tudo para arrepiar a Sapuca\u00ed e mostrar a for\u00e7a da nossa encantaria. Como dizem em Caxias,&nbsp;podemos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">For\u00e7a da Grande Rio<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bora lembrou enredos que marcaram a linha adotada por ele e por Gabriel Haddad. \u201c A gente olhou para Gomeia [Jo\u00e3ozinho da Gomeia, que era negro, nordestino, gay, esp\u00edrita, dan\u00e7arino e sofreu persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e religiosa], para os sub\u00farbios cariocas com o Zeca Pagodinho, olhou para a presen\u00e7a tupinamb\u00e1 nesse Brasil, que \u00e9 a terra ind\u00edgena,&nbsp;e agora, mais profundamente, para Amaz\u00f4nia paraense, para a argila do solo, ancestral marajoara e para os terreiros de tambor de mina que tamb\u00e9m s\u00e3o giras, rodas de carimb\u00f3\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2025-02\/blocos-de-rua-gratuitos-sao-atracao-preferida-de-quem-curte-carnaval\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria que a escola de samba Acad\u00eamicos do Grande Rio vai mostrar este ano, na Marqu\u00eas de Sapuca\u00ed, foi transmitida de gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o nos terreiros de tambor de Mina&nbsp;da Amaz\u00f4nia paraense. 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