{"id":4150,"date":"2023-01-01T11:17:00","date_gmt":"2023-01-01T14:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalponto.com\/?p=4150"},"modified":"2023-01-01T08:19:50","modified_gmt":"2023-01-01T11:19:50","slug":"pesquisa-descreve-barreiras-para-acesso-de-pessoas-trans-ao-emprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/2023\/01\/01\/pesquisa-descreve-barreiras-para-acesso-de-pessoas-trans-ao-emprego\/","title":{"rendered":"Pesquisa\u00a0descreve barreiras\u00a0para acesso de pessoas trans ao emprego"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized is-style-default\"><img alt=\"\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalponto.com\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/trans-1024x613.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4151\" width=\"537\" height=\"321\" srcset=\"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/trans-1024x613.jpg 1024w, https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/trans-300x179.jpg 300w, https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/trans-768x459.jpg 768w, https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/trans.jpg 1170w\" sizes=\"(max-width: 537px) 100vw, 537px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rio de Janeiro &#8211; 22\u00aa Parada do Orgulho LGBTI,  na Praia de Copacabana. (T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caminho de uma pessoa trans para se estabelecer como&nbsp;profissional \u00e9 atravessado pela transfobia da escola \u00e0 perman\u00eancia em um emprego, revela pesquisa divulgada nesta semana, no Rio de Janeiro, pelo Grupo Pela Vidda, que entrevistou homens e mulheres transexuais.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1500709&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1500709&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com amigos, professores e familiares como principais agressores durante a forma\u00e7\u00e3o, e direitos b\u00e1sicos como o uso de banheiro adequado frequentemente desrespeitados no ambiente de trabalho, metade dos entrevistados relatou conviver com depress\u00e3o e 60% dizem j\u00e1 ter pensado em suic\u00eddio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa foi realizada pelo projeto TransVida, do Grupo pela Vidda, com apoio do Minist\u00e9rio da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos, e condu\u00e7\u00e3o do&nbsp;antrop\u00f3logo e ativista&nbsp;Fabr\u00edcio Longo. O relat\u00f3rio final&nbsp;alerta que&nbsp;a transfobia reduz as possibilidades de acesso e de sobreviv\u00eancia das pessoas trans, e a coordenadora do TransVida, Maria Eduarda Aguiar, defende que essa forma de preconceito impede que uma parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira desenvolva sua for\u00e7a de trabalho e talentos profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Temos um n\u00famero grande de pessoas no nosso pa\u00eds que est\u00e3o sendo impedidas de produzir e de trabalhar. E n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o sejam capazes. \u00c9 por conta de discrimina\u00e7\u00e3o&#8221;,&nbsp;disse ela. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Preconceito<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relat\u00f3rio&nbsp;da pesquisa ressaltou que, al\u00e9m de combater o preconceito, \u00e9 preciso educar os empregadores sobre a necessidade de contratar essas pessoas e, no caso dos profissionais de recursos humanos, sobre as particularidades dessa popula\u00e7\u00e3o que precisam ser consideradas no processo de contrata\u00e7\u00e3o e ap\u00f3s a admiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 preciso, tamb\u00e9m, garantir que os outros funcion\u00e1rios da empresa entendam essas vulnerabilidades e criem um ambiente saud\u00e1vel para o cotidiano de trabalho&#8221;, afirmou o texto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo contou com um question\u00e1rio online e tamb\u00e9m foram realizadas entrevistas presenciais. Para chegar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o vulnerabilizada, a equipe respons\u00e1vel pela pesquisa esteve nas casas de acolhimento da popula\u00e7\u00e3o trans, como a CasaNem e o Casar\u00e3o Sementes de Luana Muniz, al\u00e9m de ter promovido mutir\u00f5es de retifica\u00e7\u00e3o de nome e g\u00eanero e convidado os participantes a responderem \u00e0 pesquisa. Ao todo, foram colhidas 147 respostas, sendo a maior parte dos participantes mulheres trans (42,9%), de cor\/ra\u00e7a preta (31,3%) e com 19 a 29 anos de idade (55,1%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apenas 15% dos participantes da pesquisa relataram ter um trabalho com carteira assinada, enquanto 15,6% t\u00eam trabalho aut\u00f4nomo formal e 27,2%, trabalho aut\u00f4nomo informal. Considerado \u00faltimo recurso de sobreviv\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o trans em muitos casos, a prostitui\u00e7\u00e3o era a atividade remunerada de 14,3% dos entrevistados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Educa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O question\u00e1rio permitia que os entrevistados marcassem todas as viol\u00eancias e discrimina\u00e7\u00f5es sofridas durante a forma\u00e7\u00e3o, e apenas um em cada quatro afirmou nunca ter sofrido discrimina\u00e7\u00e3o, enquanto 36,7% disseram ter sido v\u00edtimas de transfobia; 34%, de homofobia; e 10,9%, de racismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As formas de viol\u00eancia mais comuns foram o desrespeito ao nome social (27,9%), a tortura psicol\u00f3gica (21,1%) e a proibi\u00e7\u00e3o do uso de banheiro adequado ao seu g\u00eanero (20,4%). A viol\u00eancia f\u00edsica foi relatada por 15,6% dos entrevistados e 16,3% sofreram ass\u00e9dio sexual ou estupro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os respons\u00e1veis por essas agress\u00f5es durante o per\u00edodo de forma\u00e7\u00e3o foram principalmente pessoas pr\u00f3ximas: amigos ou conhecidos (38,4%); professores, coordenadores e diretores escolares (32,9%); pais, m\u00e3es e irm\u00e3os (30,8%); e outros membros da fam\u00edlia (23,3%).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto 15% decidiram denunciar essas agress\u00f5es \u00e0 escola ou a autoridades, 29,9% preferiram n\u00e3o dizer nada e 10,2% abandonaram os estudos ap\u00f3s epis\u00f3dios de viol\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A quest\u00e3o da viol\u00eancia familiar ainda \u00e9 um grande problema. Investir em casas de acolhimento seria uma estrat\u00e9gia imediata. E investir no combate \u00e0 transfobia nas escolas. \u00c9 uma coisa que o nosso pa\u00eds n\u00e3o enfrentou. N\u00e3o posso ter uma pessoa trans estudando em uma escola em que ela n\u00e3o pode ir ao banheiro&#8221;,&nbsp;disse Maria Eduarda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a pesquisa, 49% dos entrevistados conseguiram concluir o ensino m\u00e9dio, mas menos da metade desse contingente (21,1%) foi em frente e concluiu uma gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A coordenadora do programa TransVida ressaltou que esse n\u00famero \u00e9 preocupante quando comparado com a resposta das empresas ouvidas pela pesquisa, j\u00e1 que 96,2% exigem ensino m\u00e9dio completo para contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que fica bem claro \u00e9 que a transfobia no come\u00e7o da vida, no pr\u00f3prio ambiente escolar, acaba impedindo muita das vezes que essas pessoas possam terminar seus estudos. Ent\u00e3o, voc\u00ea tem um n\u00famero grande de pessoas trans que n\u00e3o conseguiram completar o ensino m\u00e9dio&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Emprego<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As perguntas voltadas ao mercado de trabalho mostram um pouco sobre as dificuldades das pessoas trans em suas experi\u00eancias profissionais. Mais da metade (52,7%) dos entrevistados afirma que&nbsp;\u00e9 o \u00fanico trabalhador transexual da empresa, e 25,9% dizem que h\u00e1 entre duas e dez pessoas trans entre os funcion\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quase a metade das pessoas trans empregadas (48%) conseguiu o posto por meio da indica\u00e7\u00e3o de amigos ou conhecidos. Maria Eduarda Aguiar acrescentou que muitos casos s\u00e3o de pessoas que foram indicadas por organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais ou de reservas de vagas espec\u00edficas para pessoas trans. Apesar desse quadro refor\u00e7ar a import\u00e2ncia dessas iniciativas, ele tamb\u00e9m mostra a dificuldade que essas pessoas t\u00eam de obter uma vaga de trabalho por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A gente ainda tem a problem\u00e1tica da pessoa trans n\u00e3o conseguir se candidatar a uma vaga sem precisar de uma vaga espec\u00edfica para ela&#8221;, afirma. &#8220;A gente entende que precisa investir em sensibiliza\u00e7\u00e3o nas empresas, porque n\u00e3o adianta ela entrar e sofrer transfobia&#8221;, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O question\u00e1rio pediu que os entrevistados marcassem todas as formas de discrimina\u00e7\u00e3o ou viol\u00eancia que sofreram ou testemunharam no trabalho, e 27,6% apontaram a pr\u00f3pria transfobia; 14,2%, o racismo; e 9%, a homofobia. O desrespeito ao nome social foi relatado por 16,4% desses trabalhadores e trabalhadoras, e 6% j\u00e1 foram impedidos de usar o banheiro correto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sa\u00fade mental<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tantas dificuldades e agress\u00f5es ao longo da vida prejudicam n\u00e3o apenas a inser\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o trans no mercado de trabalho, mas sua sa\u00fade mental, destacou Maria Eduarda. As entrevistas mostram que tr\u00eas em cada quatro participantes precisaram de apoio psicol\u00f3gico profissional e 60,5% j\u00e1 tiveram pensamentos suicidas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As quest\u00f5es de viol\u00eancia e de sa\u00fade mental v\u00e3o fazendo com que a pessoa tenha uma piora na qualidade de vida e tamb\u00e9m baixa autoestima, sem um sentimento de futuro, vivendo o dia de hoje sem saber se haver\u00e1 um amanh\u00e3&#8221;, disse Maria Eduarda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m dos dados estat\u00edsticos sobre os entrevistados, os pesquisadores tamb\u00e9m reuniram depoimentos com a viv\u00eancia dos participantes. Um deles \u00e9 Pablo Henrique Sant, homem trans de 28 anos, que narrou j\u00e1 ter enfrentado situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia psicol\u00f3gica no ambiente de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Eu trabalhei numa empresa de atendimento hospitalar que exigia o uso de crach\u00e1 com o nome, eu tive que fazer outro crach\u00e1 com o meu nome social e tinha que andar me escondendo porque, se eles pegassem, diziam que eu tinha que usar o do nome do registro&#8221;, contou ele, que muitas vezes encontrou barreiras j\u00e1 na sele\u00e7\u00e3o. &#8220;Quando chegava na \u00faltima parte do processo \u2013 eu posso lembrar aqui por alto pelo menos umas quatro empresas \u2013 eles diziam que n\u00e3o sabiam lidar com isso, que n\u00e3o \u00e9 preconceito, mas que ia dar problema&#8221;, recordou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A travesti Wescla Vasconcelos, mestra em cultura e territorialidade pela Universidade Federal Fluminense, afirmou que se descobriu trans muito cedo, aos 11 anos, e enfrentou muitas situa\u00e7\u00f5es que a magoaram durante sua forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sempre duvidam que a gente seja capaz de construir uma carreira, de construir um futuro, uma profiss\u00e3o. Ent\u00e3o, na escola p\u00fablica eu enfrentei muita discrimina\u00e7\u00e3o, muita, tanto do nome social, uso do banheiro, xingamentos, viol\u00eancia f\u00edsica e verbal. Eu n\u00e3o conseguia nenhuma coloca\u00e7\u00e3o profissional que me valorizasse realmente, todas as oportunidades de est\u00e1gio e de cursos, alguns trabalhos informais que eu tive na pedagogia, foram atravessados por muita discrimina\u00e7\u00e3o&#8221;, finalizou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O caminho de uma pessoa trans para se estabelecer como&nbsp;profissional \u00e9 atravessado pela transfobia da escola \u00e0 perman\u00eancia em um emprego, revela pesquisa divulgada nesta semana, no Rio de Janeiro, pelo Grupo Pela Vidda, que entrevistou homens e mulheres transexuais. Com amigos, professores e familiares como principais agressores durante a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4151,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_seopress_robots_follow":"","_seopress_robots_imageindex":"","_seopress_robots_snippet":"","_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_robots_breadcrumbs":"","_seopress_robots_freeze_modified_date":"","_seopress_robots_custom_modified_date":"","_seopress_robots_canonical":"","_seopress_social_fb_title":"","_seopress_social_fb_desc":"","_seopress_social_fb_img":"","_seopress_social_fb_img_attachment_id":0,"_seopress_social_fb_img_width":0,"_seopress_social_fb_img_height":0,"_seopress_social_twitter_title":"","_seopress_social_twitter_desc":"","_seopress_social_twitter_img":"","_seopress_social_twitter_img_attachment_id":0,"_seopress_social_twitter_img_width":0,"_seopress_social_twitter_img_height":0,"_seopress_redirections_value":"","_seopress_redirections_enabled":"","_seopress_redirections_enabled_regex":"","_seopress_redirections_logged_status":"","_seopress_redirections_param":"","_seopress_redirections_type":0,"_seopress_analysis_target_kw":"","footnotes":""},"categories":[33,55,74],"tags":[],"class_list":["post-4150","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil-e-mundo","category-economia","category-inclusao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4150","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4150"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4150\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4152,"href":"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4150\/revisions\/4152"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4151"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4150"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4150"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4150"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}