{"id":4607,"date":"2023-02-04T17:03:00","date_gmt":"2023-02-04T20:03:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalponto.com\/?p=4607"},"modified":"2023-02-04T14:41:07","modified_gmt":"2023-02-04T17:41:07","slug":"indigenas-tem-que-pagar-pedagio-para-chegar-a-municipio-em-roraima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/2023\/02\/04\/indigenas-tem-que-pagar-pedagio-para-chegar-a-municipio-em-roraima\/","title":{"rendered":"Ind\u00edgenas t\u00eam que pagar \u2018ped\u00e1gio\u2019 para chegar a munic\u00edpio em Roraima"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized is-style-default\"><img alt=\"\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalponto.com\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/indigenas-1024x613.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4608\" width=\"621\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/indigenas-1024x613.jpg 1024w, https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/indigenas-300x179.jpg 300w, https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/indigenas-768x459.jpg 768w, https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/indigenas.jpg 1170w\" sizes=\"(max-width: 621px) 100vw, 621px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ind\u00edgenas do povo yanomami, em Roraima, s\u00e3o obrigados a pagar uma taxa de acesso de pelo menos R$ 200 cobrada por fazendeiros para que possam a chegar \u00e0 sede do munic\u00edpio de Alto Alegre, na regi\u00e3o oeste do estado. A den\u00fancia consta em relat\u00f3rio divulgado pelo Conselho Estadual dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente de Roraima (Cedcar), que visitou a cidade esta semana, acompanhando uma comitiva do Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos e Cidadania. A entidade apresentou um documento com o resumo da visita em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (3), em Boa Vista.&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1508139&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1508139&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Em decorr\u00eancia de toda essa quest\u00e3o do garimpo, eles precisam ir at\u00e9 a sede do munic\u00edpio comprar alimentos. E a cobran\u00e7a de forma ilegal e arbitr\u00e1ria de R$ 200 por cada grupo de ind\u00edgenas que possa passar pela terra de fazendeiros. A gente repudia isso&#8221;, afirmou Paulo Thadeu, secret\u00e1rio-geral do Cedcar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-style-default\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/_1zuXPAFBk6t_UWGWdXifXY361c=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/20230203175343_mg_5551_01.jpg?itok=5aN3uJpX\" alt=\"O secret\u00e1rio-geral do Conselho Estadual dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente de Roraima (CEDCAR), Paulo Thadeu, apresenta relatos de viola\u00e7\u00f5es na Terra Ind\u00edgena Yanomami.\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">O secret\u00e1rio-geral do Cedcar, Paulo Thadeu, apresenta relatos de viola\u00e7\u00f5es na Terra Ind\u00edgena Yanomami. &#8211;&nbsp;<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A informa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi confirmada \u00e0 Ag\u00eancia Brasil pelo l\u00edder ind\u00edgena J\u00fanior Yanomami. Segundo ele, o &#8220;ped\u00e1gio&#8221; cobrado por fazendeiros pode chegar a R$ 300 por viagem. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;[Cobram] cerca de R$ 300 em ped\u00e1gio. A gente depende disso para poder chegar em Alto Alegre&#8221;, afirmou. O munic\u00edpio faz fronteira com a Terra Ind\u00edgena Yanomami (TIY) e \u00e9 muito acessado, por via terrestre, pelos ind\u00edgenas que vivem mais pr\u00f3ximos. Eles precisam ir at\u00e9 a cidade comprar comida, mantimentos, sacar benef\u00edcios sociais, como o Bolsa Fam\u00edlia, buscar atendimento de sa\u00fade, entre outros servi\u00e7os. No entanto, nem todos os ind\u00edgenas yanomami conseguem acesso por estradas. Maior Terra Ind\u00edgena (TI) do pa\u00eds, a reserva yanomami \u00e9 imensa e, em algumas localidades, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel chegar por via \u00e1rea.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relat\u00f3rio apresentado pelo Cedcar faz um resumo da visita realizada em quatro munic\u00edpios que fazem fronteira com a TI Yanomami. Al\u00e9m de Alto Alegre, houve reuni\u00f5es com gestores municipais de Mucaja\u00ed, Iracema e Caracara\u00ed.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Garimpo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No distrito da Vila de Campos Novos, que pertence ao munic\u00edpio de Iracema, a den\u00fancia \u00e9 sobre a exist\u00eancia de pistas de pouso que atendem ao garimpo ilegal. &#8220;Foi dito que a Vila de Campos Novos, distrito do munic\u00edpio de Iracema, serve de base de apoio log\u00edstico para a atividade garimpeira, pois a mesma fica bem na fronteira da Terra Ind\u00edgena. As pistas de voo tamb\u00e9m ficam pr\u00f3ximas a esta Vila e n\u00e3o tem nenhum controle das autoridades. O munic\u00edpio n\u00e3o possui um cadastro espec\u00edfico de atendimento dos povos ind\u00edgenas. O Estado brasileiro precisa fazer uma a\u00e7\u00e3o emergencial na \u00e1rea de sa\u00fade, social e seguran\u00e7a nesta regi\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pr\u00f3ximo \u00e0 sede do munic\u00edpio de Alto Alegre, foi informada tamb\u00e9m a exist\u00eancia de uma estrutura de pouso e decolagens de helic\u00f3pteros. De acordo com o relat\u00f3rio do Cedcar, empres\u00e1rios do garimpo cobram at\u00e9 R$ 8 mil para transportar garimpeiros para a Terra Ind\u00edgena. &#8220;Esse valor \u00e9 pago pelo empres\u00e1rio que ser\u00e1 descontado depois do garimpeiro durante o seu trabalho na \u00e1rea de garimpo&#8221;, diz um trecho do documento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Falta de estrutura<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Mucaja\u00ed, gestores municipais denunciaram a falta de estrutura do hospital da cidade para atender os ind\u00edgenas. Eles tamb\u00e9m apresentaram um estudo sobre a contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua do munic\u00edpio, que afeta o consumo da popula\u00e7\u00e3o local e a pesca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Caracara\u00ed, que fica mais ao sul, na beira do Rio Branco, conselheiros tutelares e gestores municipais informaram que pelo 30 ind\u00edgenas est\u00e3o acampados na cidade e que n\u00e3o h\u00e1 qualquer atendimento de poder p\u00fablico para essas pessoas. Segundo a den\u00fancia, tr\u00eas crian\u00e7as yanomami chegaram a ser acolhidas pelo Conselho Tutelar e depois devolvidas aos familiares, mas mais seis crian\u00e7as seguem institucionalidades na unidade de acolhimento da rede p\u00fablica.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A gest\u00e3o disse que hoje a etnia Catrimani j\u00e1 convive na cidade e que existem relatos de relacionamento entre ind\u00edgenas e n\u00e3o ind\u00edgenas, o que ocasiona a gravidez dessas mulheres ind\u00edgenas e que muitas vezes acaba provocando o abandono das crian\u00e7as, pois dificilmente seriam aceitas na comunidade&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ind\u00edgenas do povo yanomami, em Roraima, s\u00e3o obrigados a pagar uma taxa de acesso de pelo menos R$ 200 cobrada por fazendeiros para que possam a chegar \u00e0 sede do munic\u00edpio de Alto Alegre, na regi\u00e3o oeste do estado. 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