{"id":7467,"date":"2023-08-05T11:29:00","date_gmt":"2023-08-05T14:29:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalponto.com\/?p=7467"},"modified":"2023-08-05T09:32:45","modified_gmt":"2023-08-05T12:32:45","slug":"grupo-arco-iris-recebe-certificado-por-promover-memoria-social-lgbti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/2023\/08\/05\/grupo-arco-iris-recebe-certificado-por-promover-memoria-social-lgbti\/","title":{"rendered":"Grupo Arco-\u00cdris recebe certificado por promover mem\u00f3ria social LGBTI+"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img alt=\"\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"428\" src=\"https:\/\/www.jornalponto.com\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/grupo-arco-iris.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7468\" srcset=\"https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/grupo-arco-iris.jpg 640w, https:\/\/www.jornalponto.com\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/grupo-arco-iris-300x201.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Grupo Arco-\u00cdris de Cidadania LGBTI+, que completou 30 anos neste ano, foi certificado nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibam) como ponto de mem\u00f3ria social. O reconhecimento \u00e9 dado a entidades ou coletivos de todo o pa\u00eds que desenvolvam projetos de promo\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio material e imaterial da comunidade em que est\u00e3o inseridos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1547571&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1547571&amp;o=node\"> As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O grupo vem trabalhando h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada na preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria social LGBTI+ brasileira. O trabalho de identifica\u00e7\u00e3o e registro do acervo \u00e9 feito desde 2010. O Centro de Mem\u00f3ria foi criado em 2018 e, dois anos depois, surgiu o projeto para transform\u00e1-lo em um museu. No in\u00edcio de 2023, o projeto foi aprovado, e o lan\u00e7amento oficial do Museu Movimento LGBTI+ est\u00e1 previsto para setembro. As duas primeiras exposi\u00e7\u00f5es ser\u00e3o uma sobre as trajet\u00f3rias do Movimento LGBTI+ e outra, itinerante, sobre as edi\u00e7\u00f5es das pParadas do Orgulho LGBTI+ do Rio desde 1995.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mostra itinerante ficar\u00e1 oito meses circulando pelo Rio de Janeiro em diferentes institui\u00e7\u00f5es de cultura e museus. Entre os pontos mais conhecidos est\u00e3o o Museu da Rep\u00fablica, no Pal\u00e1cio do Catete, e a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. A ideia \u00e9 apresentar o acervo do Museu Movimento LGBTI+ para diferentes p\u00fablicos e ampliar o alcance social dessas mem\u00f3rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cExiste uma vis\u00e3o tradicional de museu como algo est\u00e1tico, em que as pessoas tem que ir atr\u00e1s dele. N\u00f3s dialogamos muito com a ideia de que o museu precisa ser um organismo vivo, que produz pesquisa, faz campanhas com o acervo e constr\u00f3i exposi\u00e7\u00f5es. Um lugar que chama, por meio de v\u00e1rias linguagens, a comunidade para acessar informa\u00e7\u00f5es do campo da mem\u00f3ria e da hist\u00f3ria\u201d, explicou Claudio Nascimento, presidente do Grupo Arco-\u00cdris de Cidadania LGBTI+.&nbsp;\u201cO trabalho de exposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ficar restrito a um espa\u00e7o pequeno da comunidade, precisa falar para a sociedade como um todo. \u00c9 preciso que todos acessem e compreendam nossas narrativas e processos de resist\u00eancia. Que vejam como nenhuma das nossas conquistas foi dada. Tudo foi realmente obtido atrav\u00e9s de muitas lutas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sede oficial do Museu Movimento LGBTI+ \u00e9 a sede do Grupo Arco-\u00cdris, no centro do Rio de Janeiro. A iniciativa conta com a parceria do Grupo de Estudo Museologia Experimental e Imagem da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), do Centro de Mem\u00f3rias do Ativismo Jo\u00e3o Ant\u00f4nio Mascarenhas da Universidade Federal de Pelotas e da Empresa de Museologia Musas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o Grupo Arco-\u00cdris, o lan\u00e7amento do museu e o reconhecimento do Ibram s\u00e3o pontos de partida para tornar mais conhecidas e respeitadas as contribui\u00e7\u00f5es da comunidade LGBTI+ no desenvolvimento da sociedade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cS\u00f3 faz sentido falar em uma sociedade democr\u00e1tica e em constru\u00e7\u00e3o de cidadania se valorizarmos as mem\u00f3rias de resist\u00eancia dos segmentos discriminados. Nos anos 70 e 80, por exemplo, a comunidade LGBT participou diretamente da luta contra a ditadura militar. E s\u00e3o poucos os estudos na hist\u00f3ria brasileira que reconhecem isso. Fomos exclu\u00eddos do pensar. Isso tem implica\u00e7\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e na valoriza\u00e7\u00e3o dos sujeitos na hist\u00f3ria\u201d, disse Claudio Nascimento. \u201cRegistrar, preservar e difundir a mem\u00f3ria LGBT \u00e9 compromisso fundamental que o pa\u00eds precisa adotar para a constru\u00e7\u00e3o de uma rep\u00fablica inclusiva e democr\u00e1tico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Arco-\u00cdris<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fundado em maio de 1993, o Grupo Arco-\u00cdris de Cidadania LGBTI+ \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) com sede na cidade do Rio de Janeiro. A miss\u00e3o principal \u00e9 promover cidadania para l\u00e9sbicas,&nbsp;<em>gays<\/em>, bissexuais, travestis, mulheres transexuais, homens trans e pessoas intersexo. Isso significa tamb\u00e9m defender justi\u00e7a social e pol\u00edticas de direitos humanos, combater a viol\u00eancia e apoiar medidas que impliquem em uma melhor qualidade de vida para essa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, a organiza\u00e7\u00e3o desenvolve projetos em \u00e1reas como sa\u00fade, cultura, esporte e lazer, trabalho e renda, educa\u00e7\u00e3o e empoderamento juvenil. O evento de maior visibilidade e reconhecimento \u00e9 a Parada do Orgulho LGBTI \u2013 Rio, organizada pelo Grupo Arco-\u00cdris desde 1995 e a primeira do pa\u00eds. Outros destaques s\u00e3o as a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o de Infec\u00e7\u00f5es Sexualmente Transmiss\u00edveis (IST), HIV\/Aids e Hepatites Virais desenvolvidas h\u00e1 d\u00e9cadas. Alguns exemplos foram o Projeto Sexo Mais Seguro entre&nbsp;<em>Gays<\/em>&nbsp;e HSH, e o Projeto Somos de capacita\u00e7\u00e3o de ONGs e lideran\u00e7as LGBT em cidadania e IST-HIV-AIDS, de 1998 a 2007.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Grupo Arco-\u00cdris tamb\u00e9m fundou a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de&nbsp;<em>Gays<\/em>, L\u00e9sbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) e a Associa\u00e7\u00e3o Internacional de L\u00e9sbicas,&nbsp;<em>Gays<\/em>, Bissexuais, Trans e Intersexos da Am\u00e9rica Latina e Caribe. Al\u00e9m disso, \u00e9 filiado \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Internacional de L\u00e9sbicas,&nbsp;<em>Gays<\/em>, Bissexuais, Trans e Intersexos e est\u00e1 no conselho executivo da Rede&nbsp;<em>Gay<\/em>&nbsp;Latino, que defende direitos das pessoas LGBT em escala global.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pontos de Mem\u00f3ria<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Programa Pontos de Mem\u00f3ria foi criado em 2009 a partir de uma parceria entre os minist\u00e9rios da Cultura e da Justi\u00e7a, por meio dos programas Mais Cultura e Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Cidadania (Pronasci). O objetivo era identificar e apoiar iniciativas de mem\u00f3ria e museologia social que tivessem gest\u00e3o participativa, v\u00ednculo com a comunidade e o territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A regulamenta\u00e7\u00e3o mais atualizada do Pontos de Mem\u00f3ria se d\u00e1 pela Portaria Ibram n\u00ba 579, de 29 de julho de 2021, segundo a qual, o programa &#8220;pretende atender os diferentes grupos sociais do Brasil que n\u00e3o tiveram oportunidade de narrar e expor suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias, mem\u00f3rias e patrim\u00f4nios nos museus\u201d. E tem como principal miss\u00e3o desenvolver uma pol\u00edtica p\u00fablica de direito \u00e0 mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O escopo de entidades e coletivos culturais que podem pedir o certificado \u00e9 grande, mas existem algumas restri\u00e7\u00f5es. N\u00e3o podem participar do programa \u00f3rg\u00e3os e entidades p\u00fablicas; institui\u00e7\u00f5es com fins lucrativos; funda\u00e7\u00f5es, sociedades e associa\u00e7\u00f5es de apoio a institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas; funda\u00e7\u00f5es e institutos criados ou mantidos por empresas ou grupos de empresas; e entidades integrantes do Sistema S, como os servi\u00e7os Social do Com\u00e9rcio (Sesc) e Social da Ind\u00fastria (Sesi).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Grupo Arco-\u00cdris de Cidadania LGBTI+, que completou 30 anos neste ano, foi certificado nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibam) como ponto de mem\u00f3ria social. 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