Prefeituras do Sul Fluminense destacam ações no Dia de Combate à Intolerância Religiosa

Ações de segurança, campanhas institucionais e diálogo inter-religioso marcam a data nas cidades de Volta Redonda e Barra do Piraí, reforçando o respeito à diversidade de crenças e à liberdade de culto

Celebrado nesta quarta-feira, 21 de janeiro, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa foi marcado por iniciativas das prefeituras de Volta Redonda e Barra do Piraí, que reforçaram a importância do respeito à diversidade de crenças, do diálogo inter-religioso e da garantia da liberdade de culto.

Em Volta Redonda, o destaque ficou para a atuação da Patrulha de Garantias Fundamentais, serviço considerado pioneiro na região e criado em fevereiro do ano passado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública. A iniciativa tem como objetivo prevenir casos de preconceito e discriminação, além de assegurar o direito constitucional à liberdade religiosa. O trabalho ganhou ainda mais relevância diante de dados do Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que apontaram um aumento significativo nas denúncias de intolerância religiosa no município entre 2023 e 2024.

A patrulha é formada por guardas municipais que realizam ações preventivas e de segurança de proximidade, com visitas a igrejas, templos, centros espíritas e terreiros, fortalecendo a relação com lideranças religiosas e a comunidade. Segundo o secretário municipal de Ordem Pública, coronel Henrique, a iniciativa está baseada no artigo 5º da Constituição Federal, que garante igualdade e liberdade de crença a todos os cidadãos. De acordo com ele, o serviço também representa um avanço no modelo de segurança adotado pela cidade, priorizando uma atuação sensível, preventiva e integrada à realidade local.

Já em Barra do Piraí, a data foi lembrada com uma campanha institucional nas redes sociais da prefeitura, reunindo representantes de diferentes tradições religiosas. A proposta foi ampliar a reflexão sobre tolerância, respeito mútuo e convivência pacífica entre crenças.

Representando as religiões de matriz africana, Juliana Dunlop, da Associação Centro Espírita Sete Orixás, destacou que o 21 de janeiro simboliza resistência e compromisso, especialmente diante das violações ainda enfrentadas por povos de terreiro. Para ela, a data vai além da reflexão e reforça a necessidade de ações concretas em defesa da liberdade religiosa.

O presidente do Conselho Municipal dos Pastores, Wendel Bueno, ressaltou que o respeito deve ser um princípio comum a todas as religiões, independentemente das diferenças de fé. Já o padre Iago Almeida, da Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, afirmou que a intolerância religiosa afeta toda a sociedade, enquanto o respeito promove a paz e a convivência.

A coordenadora de Igualdade Racial de Barra do Piraí, Cristianne Silva, reforçou que combater a intolerância religiosa é uma responsabilidade coletiva. Segundo ela, práticas discriminatórias ferem direitos fundamentais e a dignidade humana, sendo essencial o envolvimento do poder público e da sociedade civil na promoção do diálogo e dos direitos humanos.

As ações das duas cidades reforçam que o enfrentamento à intolerância religiosa passa tanto por políticas públicas efetivas quanto por campanhas de conscientização, com o objetivo de construir uma sociedade mais justa, plural e respeitosa.

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