
O corpo do atleta Beibe Kauê, de 28 anos, foi sepultado no fim da manhã desta terça-feira (17) no cemitério de Visconde de Mauá, distrito de Resende. A morte do corredor provocou grande comoção entre moradores, amigos e atletas da região.
Segundo informações de familiares e pessoas próximas, Beibe teria sido vítima de agressões durante uma viagem a Minas Gerais, para participar de uma competição de corrida de montanha. Ele disputou a prova Insanity Mountain, realizada na região do Caparaó, na modalidade de 80 quilômetros.
De acordo com relatos, o atleta não conseguiu completar o percurso e voltou para a pousada onde estava hospedado com amigos. Ainda na mesma noite, por volta das 20h30, ele saiu de carro para buscar outros integrantes do grupo, mas não retornou e passou a ser considerado desaparecido.
Na manhã seguinte, o veículo foi localizado abandonado em um posto de combustíveis, com as portas abertas e sinais de que poderia ter ocorrido um furto. Algumas horas depois, Beibe foi encontrado na cidade de Manhuaçu, apresentando ferimentos graves, principalmente na região da cabeça.
Ele foi socorrido e levado para uma unidade de saúde, onde permaneceu internado em estado grave desde o dia 8. Apesar dos esforços da equipe médica, o atleta não resistiu e morreu na madrugada de domingo (15).
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a motivação do crime. A principal hipótese investigada é a de assalto, mas outras linhas de apuração também estão sendo consideradas. O caso está sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais.
Conhecido no cenário das corridas de montanha, Beibe Kauê acumulava participações e resultados em competições realizadas nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Ele deixa a esposa, Josilaine Amaral Francisco, e uma filha de cinco anos.
Nas redes sociais, amigos, atletas e moradores prestaram diversas homenagens e pedem justiça. A morte do corredor mobilizou a comunidade esportiva da região, que cobra esclarecimentos sobre o caso.



