21 são alvos de ação contra organização criminosa em cidades do interior do RJ

SACODE POLÍCIA Com Tico Balanço


GAECO investiga rede com estrutura de milícia ligada à “Família Avelino”


Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (1º) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, mira uma estrutura criminosa que, segundo investigadores, atravessa gerações e mantém influência consolidada no Sul Fluminense.
O alvo é a chamada “Família Avelino”, apontada como núcleo de uma organização com características típicas de milícia, com atuação em municípios como Vassouras, Paraíba do Sul, Três Rios e Paty do Alferes. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nessas cidades como parte da ofensiva.
As investigações atingem 21 pessoas, entre integrantes do grupo familiar, cinco policiais militares, um advogado e suspeitos de exercer funções como executores. A operação contou com apoio de setores de inteligência do próprio Ministério Público, da Polícia Civil e de forças de segurança de outros estados.
De acordo com o MPRJ, o grupo é suspeito de manter um sistema de controle territorial baseado em violência e intimidação. Entre os crimes apurados estão homicídios já denunciados, além de indícios de outras execuções, tentativas de assassinato, corrupção de agentes públicos e interferência direta em investigações.
Um dos pontos que mais chama a atenção dos investigadores é a longevidade da atuação do grupo. Registros reunidos ao longo das apurações indicam que a presença da família em atividades criminosas na região remonta à década de 1930, sugerindo uma estrutura que se perpetua ao longo do tempo.
Ainda segundo o Ministério Público, o funcionamento da organização envolve divisão de tarefas e estratégias para impedir a responsabilização dos envolvidos. Testemunhas teriam sido ameaçadas, e há relatos de coação que se estendem a familiares, criando um ambiente de silêncio forçado.
Diante da recorrência dos crimes e da complexidade do caso, o GAECO assumiu a centralização das investigações, com o objetivo de desarticular o que classifica como uma organização criminosa estruturada e de atuação contínua no interior do estado.

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