Polícia civil prende mulher após laudo apontar homicídio de bebê de cinco meses em Resende

SACODE POLÍCIA Com Tico Balanço


Após a conclusão do laudo de necropsia que apontou asfixia por obstrução das vias respiratórias como causa da morte do bebê Rhavi Alves, de cinco meses, a Polícia Civil prendeu em flagrante nesta terça-feira (30) a mãe da criança, Luciana Alves Barboza, de 29 anos. A prisão foi ratificada pelos crimes de homicídio qualificado e maus-tratos contra os três filhos da investigada.

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A morte do bebê foi registrada na tarde de segunda-feira, na Rua 3, no bairro Jardim Aliança I, em Resende. O caso mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), da Polícia Militar e da perícia criminal.


De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada pelo SAMU após a informação de que uma criança havia entrado em parada cardiorrespiratória. No local, os socorristas realizavam manobras de reanimação na vítima, de cinco meses.


Luciana, mãe da criança, relatou aos policiais que o bebê havia mamado normalmente durante a manhã. Já no período da tarde, enquanto trocava as fraldas de outro filho, ouviu sons incomuns vindos do menino. Ao verificar a situação, percebeu que o bebê estava com o corpo frio e acionou imediatamente o SAMU.


A equipe médica realizou procedimentos de reanimação por cerca de 45 minutos, mas a criança não resistiu e o óbito foi constatado no local.


Segundo a investigação, a perícia descartou a hipótese de morte natural ao concluir que o bebê morreu em decorrência de sufocação direta. De acordo com a Polícia Civil, a criança estava sob os cuidados exclusivos da mãe no momento em que os fatos ocorreram, não havendo indícios de participação de terceiros.


Durante as diligências, os policiais encontraram a residência em condições consideradas extremamente insalubres, com forte odor, alimentos deteriorados, ausência de produtos básicos para o cuidado infantil, lixo acumulado, fezes de animais e vestígios de consumo de drogas. As outras duas crianças que viviam no imóvel também foram encontradas em situação de vulnerabilidade, apresentando sinais de abandono, fome e falta de higiene.


Em depoimento, a investigada afirmou que percebeu alterações no estado de saúde do bebê pela manhã, mas disse que apenas o cobriu e voltou a colocá-lo no carrinho, acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) somente horas depois, quando constatou que a criança já não apresentava sinais vitais.


Testemunhas ouvidas pela polícia relataram histórico de negligência nos cuidados com os filhos e confirmaram as condições precárias da residência. Conforme a decisão que ratificou a prisão, também há indícios da prática do crime de maus-tratos contra as três crianças, incluindo as duas filhas sobreviventes.


A investigação prossegue para esclarecer completamente o caso e apurar a eventual responsabilidade do pai das crianças pelos maus-tratos, conforme apontado nos autos policiais.

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