
O lateral-direito Luís Gustavo Lopes dos Santos, de 37 anos, tornou-se alvo da terceira fase da Operação VAR, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na manhã desta segunda-feira (6). O atleta, que marcou sua trajetória com a camisa do Volta Redonda, é investigado por suspeita de participação em um esquema de manipulação de resultados esportivos e lavagem de dinheiro.
A ação foi conduzida por agentes da Delegacia do Consumidor (Decon), que cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços na Zona Oeste do Rio. Durante a operação, o jogador foi levado à delegacia para prestar depoimento.
As investigações tiveram início em 2024, após uma denúncia encaminhada pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj). Segundo a Polícia Civil, a apuração está relacionada a um suposto esquema de “microapostas”, modalidade em que apostadores lucram com acontecimentos específicos durante uma partida, como cartões amarelos, escanteios ou faltas, sem depender do resultado final do jogo.
De acordo com os investigadores, Luís Gustavo é suspeito de ter recebido um cartão amarelo de forma intencional durante a partida entre Portuguesa-RJ e Nova Iguaçu, válida pelo Campeonato Carioca deste ano, com o objetivo de favorecer apostadores. Na época, o atleta defendia a Portuguesa-RJ. Atualmente, ele integra o elenco do Olaria.
Outro jogador investigado é Sidão, que atuava pelo Nova Iguaçu na ocasião e hoje defende o Dibrados F.C., da Kings League. A operação também incluiu diligências na sede do Nova Iguaçu, onde materiais foram recolhidos para análise.
Antes mesmo do avanço da investigação criminal, o caso já havia sido analisado na esfera esportiva. Em junho, o Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) suspendeu Luís Gustavo por um ano, entendendo que houve atuação deliberada para interferir na partida. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso. Sidão também recebeu a mesma punição.
Luís Gustavo disputou 104 partidas pelo Voltaço em três passagens e fez parte do elenco campeão invicto da Série D do Campeonato Brasileiro em 2016. A investigação, entretanto, diz respeito exclusivamente ao período em que o atleta atuava pela Portuguesa-RJ. Até o momento, ele é investigado no inquérito policial e não há condenação definitiva pelos fatos apurados.


