
A família de um morador de Volta Redonda vive momentos de angústia após receber a informação de que Eduardo Torres de Almeida está desaparecido desde o mês passado durante combates na guerra entre Ucrânia e Rússia. O brasileiro havia se alistado no Exército ucraniano e, segundo comunicado oficial, seu paradeiro é desconhecido desde uma missão na linha de frente.
QUER RECEBER AS NOTÍCIAS DA REGIÃO EM TEMPO REAL? ACESSE NOSSO CANAL NO WHATSAPP CLICANDO AQUI
Eduardo viajou para a Ucrânia em abril deste ano com o objetivo de integrar as forças militares do país. No dia 16 de julho, familiares foram comunicados pelo Ministério das Relações Exteriores de que ele passou a ser considerado desaparecido em combate, situação utilizada quando não há confirmação sobre a morte nem informações sobre o paradeiro do militar.
A esposa de Eduardo, a advogada Fabrícia Mafra de Almeida, explicou que a família recebeu um documento oficial informando o desaparecimento. Segundo ela, enquanto não houver localização do corpo ou confirmação por parte das autoridades, não é possível declarar oficialmente o óbito.
Antes de deixar o Brasil, Eduardo estudava Direito e trabalhava ao lado da esposa em um escritório de advocacia em Volta Redonda. De acordo com a família, ele acreditava estar cumprindo uma missão pessoal e planejava retornar ao país no mês de outubro.
Fabrícia contou que tentou convencer o marido a desistir da ideia de participar do conflito, principalmente por ele não possuir experiência militar. A decisão, no entanto, foi mantida, apesar das preocupações da família.
Em nota, o Itamaraty informou que acompanha o caso por meio da Embaixada do Brasil em Kiev, mantendo contato permanente com os familiares e com as autoridades ucranianas para obter novas informações sobre o paradeiro do brasileiro. O órgão também presta assistência consular à família durante todo o processo.
Dados do Ministério das Relações Exteriores apontam que, desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, 35 brasileiros morreram no conflito e 92 são considerados desaparecidos após se alistarem, em sua maioria, nas forças armadas da Ucrânia.
Enquanto aguardam notícias, familiares mantêm a esperança de que Eduardo seja encontrado com vida. A esposa também faz um alerta para outros brasileiros que cogitam ingressar no conflito, afirmando que os riscos enfrentados em uma zona de guerra são muito maiores do que qualquer promessa de remuneração ou benefício financeiro.


