
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) terá uma mudança histórica em seu comando. Depois de 24 anos à frente da presidência executiva da empresa, Benjamin Steinbruch deixará o cargo e passará a ocupar novamente a presidência do Conselho de Administração. A partir desta quinta-feira (3), a gestão executiva da companhia ficará sob responsabilidade de Fábio Schvartsman, ex-presidente da Vale e da Klabin.
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A troca representa uma mudança importante na estrutura de comando da CSN, mas não significa o afastamento de Steinbruch das decisões estratégicas. Controlador da companhia, ele continuará participando diretamente da definição dos rumos do grupo a partir do Conselho de Administração, posição que já ocupou entre 1995 e 2023.
A escolha de Schvartsman ocorre em um momento considerado desafiador para a CSN. Entre as principais prioridades da nova gestão está o processo de redução do endividamento da empresa. No segundo trimestre de 2026, a alavancagem da companhia chegou a aproximadamente 3,5 vezes o Ebitda.
Para melhorar a estrutura financeira, a CSN avalia a venda de ativos e participações. Entre os negócios que podem ser negociados está a CSN Cimentos, além de outros ativos ligados à infraestrutura e energia. O objetivo é gerar recursos para reduzir a dívida e concentrar investimentos em operações consideradas estratégicas e com maior margem.
Fábio Schvartsman tem uma longa trajetória no setor empresarial. Formado em engenharia de produção pela Universidade de São Paulo, passou pelo Grupo Ultra e presidiu a Klabin durante seis anos. Em 2017, assumiu a presidência da Vale, cargo que deixou em 2019, após o rompimento da barragem de Brumadinho.
Com a mudança, Schvartsman ficará responsável pela administração cotidiana da CSN, enquanto Steinbruch continuará exercendo influência sobre as decisões estratégicas do grupo.
A saída de Steinbruch da presidência executiva encerra um ciclo de mais de duas décadas no cargo. Durante esse período, a CSN ampliou sua atuação para além da siderurgia, diversificando os negócios para áreas como mineração, logística, energia e cimento.
A nova configuração começa oficialmente nesta quinta-feira e marca a primeira vez, desde 2002, que outro executivo assume a condução operacional da CSN.



