
Uma disputa política e jurídica envolvendo uma cadeira na Câmara Municipal de Volta Redonda colocou em lados opostos o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o vereador Raone Ferreira, que recentemente deixou a sigla para se filiar ao Partido dos Trabalhadores (PT).
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O diretório municipal do PSB informou que acionou a Justiça Eleitoral solicitando a perda do mandato do parlamentar, alegando infidelidade partidária. Segundo o partido, a medida tem como objetivo garantir o cumprimento da legislação eleitoral e preservar a representação proporcional definida nas urnas, já que mais de 11 mil eleitores votaram na legenda nas eleições de 2024. A sigla defende que, nesse sistema, o mandato pertence ao partido, e não ao candidato, e pede a convocação imediata do primeiro suplente.
Por outro lado, Raone Ferreira reagiu publicamente à ação e classificou a iniciativa como uma tentativa de perseguição política. O vereador afirma que sua saída do PSB ocorreu com autorização da direção nacional do partido, presidida por João Campos, e que a mudança tem respaldo legal, com base na Constituição.
O parlamentar também atribui a ofensiva a interesses políticos locais, destacando que sua pré-candidatura a deputado estadual teria motivado a reação. Em suas declarações, ele afirma que há uma tentativa de enfraquecer sua atuação e favorecer grupos internos dentro do partido.
O episódio chama atenção por envolver duas siglas historicamente alinhadas no cenário nacional, especialmente no campo progressista. Apesar disso, o PSB local sustenta que a questão é estritamente jurídica, enquanto o vereador reforça que sua decisão não rompe alianças políticas mais amplas.
A definição sobre o futuro do mandato agora depende da Justiça Eleitoral, que deverá analisar o caso. Enquanto isso, o embate evidencia tensões políticas na cidade e antecipa um ambiente de maior disputa com a aproximação das eleições estaduais de 2026.



