Manifestação cobra apuração de denúncias por uso de IA com imagens sensualizadas de alunas do IFRJ em Volta Redonda

Uma mobilização organizada pelo Grêmio Estudantil do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) – Campus Volta Redonda – está marcada para a manhã desta segunda-feira (29), em resposta às denúncias sobre a produção e o armazenamento de imagens de teor sexual envolvendo estudantes, supostamente criadas por meio de inteligência artificial. As informações foram divulgadas inicialmente pelo jornal Folha do Aço.

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O ato está previsto para começar às 8h, em frente à unidade, no bairro Nossa Senhora das Graças. Com o lema “Nenhum caso em silêncio!”, a manifestação busca cobrar uma investigação transparente, acolhimento às vítimas e providências efetivas por parte da instituição e das autoridades responsáveis. Após o protesto, uma reunião entre a direção do campus, familiares e demais envolvidos deverá discutir os desdobramentos do caso.

As denúncias apontam que centenas de imagens teriam sido encontradas em um computador de um laboratório da escola, associado ao login de um estudante de 17 anos, apontado como principal suspeito. As vítimas seriam alunas do Ensino Médio, com idades entre 16 e 17 anos. O episódio provocou grande repercussão entre a comunidade escolar e nas redes sociais.

Em nota, o diretor do campus, André Seixas, informou que a instituição iniciou os procedimentos previstos no Regulamento de Convivência do IFRJ. Entre as medidas adotadas estão a abertura de uma comissão disciplinar, reuniões com os responsáveis, acolhimento às vítimas, denunciantes e familiares, além da escuta da família do estudante investigado, assegurando o direito ao contraditório.

A repercussão também chegou ao Legislativo de Volta Redonda. O vereador Raone Ferreira manifestou solidariedade às estudantes e colocou a Comissão de Direitos Humanos da Câmara à disposição para acompanhar o caso. Já a vereadora Gisele Klinger destacou a gravidade das denúncias, afirmou que entrou em contato com a direção da instituição e defendeu uma investigação séria, sem precipitações, mas também sem minimizar os fatos.

Em comunicado oficial, o IFRJ reafirmou o compromisso com um ambiente acadêmico seguro e declarou repudiar qualquer forma de misoginia, violência de gênero e crimes cibernéticos. A instituição garantiu que todas as denúncias serão apuradas conforme a legislação e os procedimentos internos, com encaminhamento às autoridades competentes quando necessário.

O Grêmio Estudantil também divulgou uma nota reforçando apoio às vítimas e cobrando transparência durante toda a apuração. A entidade afirmou que continuará acompanhando o caso e defendendo medidas que garantam a segurança das estudantes e o combate a qualquer forma de violência dentro do ambiente escolar.

Nas redes sociais, estudantes, familiares e servidores demonstraram indignação com o episódio. As manifestações pedem responsabilização dos envolvidos, proteção às vítimas e medidas firmes para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer. Também foram registradas cobranças por maior rapidez nas providências adotadas pela instituição.

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