Publicações nas redes sociais desejavam que filhos de eleitores de Lula fossem vítimas de estupro; declarações foram repudiadas pelo governo municipal e por conselheira tutelar
A Prefeitura de Porto Real solicitou, nesta segunda-feira (26), o desligamento de uma funcionária de empresa terceirizada que presta serviços ao município. A medida foi anunciada após a repercussão de mensagens publicadas nas redes sociais nas quais a mulher desejava que crianças cujos responsáveis votaram em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fossem vítimas de estupro.
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Em nota oficial, a administração municipal condenou o conteúdo das publicações e ressaltou que as declarações são de responsabilidade exclusiva da autora, não representando a posição institucional da Prefeitura. O governo informou ainda que entrou em contato com a empresa responsável pela contratação para solicitar as providências necessárias ao desligamento da funcionária.
Conselheira tutelar também se manifesta
O episódio também motivou uma manifestação pública da conselheira tutelar Talice Landim, que divulgou uma nota de repúdio às declarações.
Ela condenou mensagens que incentivem a violência contra crianças e adolescentes e destacou que a proteção desse público deve estar acima de disputas e divergências políticas.
A conselheira também reforçou que possíveis ameaças ou violações de direitos de crianças e adolescentes devem ser comunicadas aos órgãos competentes, respeitando as atribuições legais do Conselho Tutelar.
O caso gerou repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a responsabilidade nas manifestações públicas, especialmente quando envolvem ameaças ou incentivo à violência contra crianças e adolescentes.



