
Por Tico Balanço
Agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Resende, relatam uma série de problemas estruturais e administrativos que, segundo eles, vêm comprometendo as condições de trabalho da corporação e a própria prestação do serviço à população.
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De acordo com os relatos, a atual gestão não estaria investindo na estrutura da Guarda, mesmo após a criação de uma secretaria específica. Entre as principais queixas estão a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como fardamento adequado, coletes balísticos e armamento, além da ausência de condições mínimas nos postos de trabalho.
Um agente da corporação, que preferiu não se identificar por receio de represálias, descreveu o cenário:
“Estamos fazendo serviço de policiamento ostensivo sem o mínimo de EPIs. Falta colete, fardamento adequado e estrutura básica. Há ordens para realizar abordagens sem que o agente tenha garantias mínimas de legítima defesa. Quem não concorda com essas ordens acaba sendo punido.”
Segundo o relato, guardas que questionam determinações consideradas “absurdas” estariam sendo deslocados como forma de punição para postos fixos, como a Praça Oliveira Botelho (Praça da Matriz), onde uma viatura permanece baseada por até 12 horas consecutivas.
Ainda conforme os agentes, o ponto de apoio utilizado no local — o prédio do antigo CINE — não oferece condições mínimas de trabalho. Eles afirmam que o espaço não dispõe de água potável, banheiro adequado, papel higiênico, sabão para higiene das mãos ou local apropriado para refeições.
“Ficamos expostos e vulneráveis. Não temos estrutura para garantir nem a própria proteção, imagine a de terceiros. Há ordens para manter a viatura fixa durante toda a madrugada no coreto, sem condições adequadas”, afirmou o servidor.
Outro ponto levantado é o alto índice de afastamentos por atestados médicos, que, segundo os próprios agentes, estaria relacionado a problemas psicológicos decorrentes da pressão interna e das condições de trabalho. Eles também denunciam perseguições administrativas, suspensão de férias e de licenças-prêmio em determinados períodos, supostamente sem respaldo legal.
“Quem fica doente e precisa se afastar por atestado acaba sofrendo algum tipo de punição. Estamos sem voz dentro da Prefeitura”, relatou o agente.
Os guardas afirmam ainda que vereadores do município teriam conhecimento da situação, mas, até o momento, não teriam adotado medidas efetivas para enfrentar os problemas apontados.
A reportagem tentou contato com o comando da Guarda Civil Municipal de Resende e com a administração municipal para que se manifestassem sobre as denúncias, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para que o comando da corporação ou a Prefeitura apresentem seus esclarecimentos.



