
Milhares de pessoas participaram neste sábado (27) da Parada do Orgulho LGBTQ+ em Budapeste, capital da Hungria. O evento marcou a primeira edição realizada após a mudança de governo no país e reuniu participantes com bandeiras da comunidade LGBTQ+ e da União Europeia.
A marcha aconteceu poucos meses depois da derrota eleitoral do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán, que havia adotado políticas restritivas relacionadas aos direitos da população LGBTQ+ durante seu período no poder. No ano passado, a tentativa de impedir a realização do evento acabou transformando a manifestação em um grande protesto contra o governo.
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Neste ano, com a posse do novo governo liderado por Peter Magyar, do partido de centro-direita Tisza, a proibição foi revogada, permitindo que a parada ocorresse normalmente.
Entre os participantes, o clima foi descrito como de maior otimismo. Muitos afirmaram acreditar que a mudança política poderá abrir caminho para debates sobre a ampliação de direitos, como casamento entre pessoas do mesmo sexo e adoção por casais homoafetivos.
Durante os anos de governo de Orbán, foram aprovadas medidas que restringiram direitos da comunidade LGBTQ+, incluindo limitações para alteração de gênero em documentos oficiais, restrições à adoção por casais do mesmo sexo e regras sobre conteúdos relacionados à diversidade sexual e de gênero em escolas.
Apesar da expectativa de parte dos manifestantes, o novo primeiro-ministro, Peter Magyar, tem adotado um discurso cauteloso sobre possíveis mudanças na legislação e afirmou que qualquer discussão sobre o tema deverá ocorrer gradualmente.
Participantes da marcha também destacaram que, além das expectativas em relação às leis, a principal mudança percebida desde a troca de governo é a sensação de maior liberdade e aceitação no cotidiano da comunidade LGBTQ+ no país.


