
O policial militar Charles Batista dos Santos, morador do bairro Piteiras, em Barra Mansa, foi baleado durante um intenso confronto entre criminosos e equipes da Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Na mesma ocorrência, o cabo Fernando Placido Roberto Rocha, de 38 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu. Um motorista que passava pelo local também foi atingido por um disparo.
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De acordo com a Polícia Militar, a ação teve início após equipes do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) receberem informações de inteligência sobre dois veículos que deixaram a Vila Kennedy, na Zona Oeste, e seguiam em direção à Penha. Durante a tentativa de abordagem, os ocupantes dos carros ignoraram a ordem de parada, abriram fogo contra os policiais e deram início a uma perseguição que terminou em confronto.
O cabo Fernando Placido Roberto Rocha chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas morreu em decorrência dos ferimentos. Já o policial Charles Batista dos Santos, que reside em Barra Mansa, permanece internado na mesma unidade hospitalar. O motorista Vitor Alberto Sá de Souza, baleado enquanto trafegava pela via na altura da Penha, também foi socorrido.
Durante a troca de tiros, dois suspeitos ficaram feridos e foram levados para hospitais da rede pública. O estado de saúde deles não havia sido divulgado.
Na sequência da operação, equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), que prestavam apoio ao BPVE, localizaram e apreenderam um grande arsenal na altura de Ramos. Foram retirados de circulação seis fuzis, três pistolas e uma granada.
O confronto também provocou impactos no trânsito da cidade. Segundo o Centro de Operações Rio, a pista exclusiva do BRT e uma faixa da via, nas proximidades da estação Jardim Guadalupe, precisaram ser interditadas temporariamente, sendo liberadas durante a madrugada.
Em nota oficial, a Polícia Militar lamentou a morte do cabo Fernando, que ingressou na corporação em 2019 e deixa uma filha. A instituição classificou o episódio como mais um ataque violento contra agentes de segurança.
As investigações apontam que os criminosos seriam integrantes da facção Comando Vermelho, com atuação na Vila Kennedy. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) conduz as investigações para esclarecer todos os detalhes da ocorrência.



