Uma pintora industrial de 40 anos, funcionária da Companhia Brasileira de Serviços de Infraestrutura (CBSI), registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Volta Redonda denunciando um suposto caso de assédio moral no ambiente de trabalho, no interior da Usina Presidente Vargas, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). As informações foram divulgadas inicialmente pelo portal Foco Regional.
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A trabalhadora, acompanhada por suas advogadas, relatou que estaria sendo alvo de violência psicológica praticada por um líder de equipe e um encarregado de obras. Segundo a denúncia, ela pretende representar criminalmente contra os dois por condutas que considera humilhantes e constrangedoras.
De acordo com o relato apresentado à polícia, a situação teria começado após um episódio ocorrido em abril deste ano, quando um funcionário da empresa foi demitido por justa causa depois de uma denúncia de assédio sexual feita pela própria pintora.
Mesmo após ser transferida de equipe, a trabalhadora afirma que passou a sofrer represálias por parte de colegas, que a responsabilizariam pela demissão do ex-funcionário. Ela relata que o líder da equipe teria incentivado outros trabalhadores a isolá-la, deixando de conversar com ela e até mesmo seguindo para o local de trabalho sem aguardá-la.
A denúncia também aponta que a funcionária passou a ser alvo de apelidos e expressões pejorativas. Em um dos episódios narrados, ela afirma que, no fim de julho, os dois denunciados realizaram uma chamada de vídeo com o ex-funcionário demitido na presença dela, provocando risos entre outros trabalhadores. A pintora sustenta que o ato teve o objetivo de intimidá-la e constrangê-la, classificando a situação como bullying, coação e assédio moral. Segundo ela, o caso foi comunicado ao serviço social da empresa dois dias depois.
No boletim de ocorrência, a trabalhadora também relembrou o episódio de assédio sexual que deu origem aos desdobramentos. Conforme seu relato, ao final de um expediente, um colega teria dado dois tapas em suas nádegas e ainda utilizado um termo considerado ofensivo ao se dirigir a ela. Após uma apuração interna, a empresa decidiu pela demissão do funcionário por justa causa.
Até o momento, a CBSI não havia se pronunciado oficialmente sobre as denúncias. Caso a empresa apresente manifestação, o caso poderá ser atualizado. A ocorrência será apurada pelas autoridades competentes.
Com informações do Foco Regional



